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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Redação


Era chata, quieta, entediada, assim descrevo essa menina em corpo de mulher. Monótona era sua vida de adolescente adulta, sempre cansada de não fazer nada, reclamava todos os dias de como poderia ter feito mais, ou melhor, ou diferente, ou pelo menos ter feito. Dizia em consciência.Lembro da fumaça que subia em seus grandes olhos, era o café. Que todos os dias, á todo tempo tinha em mãos. Era comum, seca, sem vida, pálida, fria
Não tinha motivos para deixar a vida que levava. Ou…
“Jack da garrafa” era como o chamavam pelas ruas, morava com uma menina que deduzi ser sua filha, as mesmas roupas, a mesma expressão séria e patética da arrogância isolada, sempre com uma garrafa, e todas as noites perdidas. Tinha um sério problema no fígado, o que não era muito difícil saber, porem pouco se importava ao contrario da suposta filha. Que corria atrás do breve transplante.
Pagava as contas, estudava, nunca dizia nada, Madrugava com seu café a espera do pai que sempre brincava durante as noites pela rua. Duas vezes por semana visitavam o hospital á espera do milagre, que possivelmente desse motivo a vida do morto que dependia de uma criança.
Em uma tarde fria de céu cinza, a morte deu seu convite mais sincero. E em coma alcoólico Jack se encontrou, sua filha desesperada, com medo, em pânico ligou a todos os hospitais que conhecia e por fim, saíram juntos. Perante todos os anos de espera do transplante, naquela noite havia se concretizado o tão esperado fígado novo. Ele sonhou e chorou por cada ano não comemorado de sua filha, chorou por todos que o abandonaram inclusive sua esposa, naquele momento ele só desejara abraçar aquela que nunca o deixara sozinho. Após dias de observação pode voltar para casa. Entusiasmado para compensar o tempo que tivera perdido, queria agradecer e conhecer a família daquele que proporciono mais uma chance a ele, passando pela porta de saída do hospital, excitado perguntou ao medico:
- doutor onde está minha filha? E qual o nome do meu doador?
Naquela tarde no qual havia sido liberado, o doutor respondeu duas perguntas com um só rebate.

Texto de uma escritora anônima...

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